Nós, enquanto estudantes...

sábado, maio 14, 2005

Presidente da República aprova avaliação das Universidades

O Presidente da República, Jorge Sampaio, quer saber o motivo para tantos alunos não completarem os cursos. Numa tentativa para compreender essa situação, defendeu, no passado dia nove, a avaliação externa das universidades e centros de investigação, para apurar o porquê desta conjuntura.

Na inauguração do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), Jorge Sampaio deu a sua opinião em relação à desistência de tantos estudantes do ensino superior, salientando a importância em saber o que as universidades andam a fazer e o porquê de tantas reprovações. Questões que devem ser respondidas através de uma avaliação externa.
O Presidente da República enalteceu as características do Ipatimup, reconhecendo-o como “uma ilha” no panorama da investigação portuguesa.

Fonte: www.publico.pt

Governo aprova alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo

Com os votos favoráveis do PS e PSD e a abstenção das restantes bancadas partidárias, a proposta do Governo de alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo, que regula a organização de graus e diplomas académicos, foi aprovada dia doze deste mês.

Sem levantar grande controvérsia, o debate centrou-se em pontos como o financiamento, a atribuição do grau de doutor apenas pelas universidades e a importância do mestrado para a entrada no mercado de trabalho.
Atendendo a este último ponto e tendo em conta uma directiva comunitária, os cursos de Medicina e Arquitectura vão integrar o mestrado no seu plano curricular. A nível de financiamento, o Estado garante esse apoio no primeiro e segundo ciclos do ensino superior.
Relativamente à atribuição do grau de doutor exclusivamente pelas universidades, é defendida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, uma vez que, a nível europeu esses doutoramentos são preparados em instituições de investigação mas, a escolha do júri, a elaboração do exame e a credibilidade é definida pelas universidades.
Através da aprovação desta proposta de lei, torna-se possível a aplicação do Documento de Bolonha, compromisso assumido em 1999 pelos Estados-membros da União Europeia, para a criação de um “espaço europeu do Ensino Superior”, tendo como prazo limite 2010.
Este Processo tem como objectivo igualar os graus académicos a nível europeu, garantindo uma maior mobilidade e empregabilidade.

Fonte: www.publico.pt

sábado, maio 07, 2005

Universidade do Porto no "mundo do crime"

O mundo das ciências forenses despertou o interesse da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde uma equipa de química está a liderar o processo que visa, numa primeira fase, apostar na formação (mestrados e pós-graduações) para investir na investigação e prestação de serviços nesta área, numa altura em que a análise de ADN "já não resolve todos os crimes", refere António Fernando Silva, professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências.

O intuito será criar condições necessárias para a resolução de questões práticas associadas ao “mundo do crime”, tais como: a autenticidade de uma assinatura num cheque, a veracidade de um relato de um qualquer acidente de viação, a possibilidade de um fogo posto ou temas mais vastos como crimes ambientais, económicos, o bioterrorismo e a adulteração de drogas. Algumas destas questões são já estudadas e analisadas pelos laboratórios dos departamentos da universidade, sobretudo no que se refere a algumas peritagens no campo documental, mas a universidade quer ir mais longe e está determinada a apostar na área forênsica.
A Universidade do Porto aproveita o fascínio das pessoas pelas séries policiais e romances, e lança este curso em Química Forense, contando com o apoio do Departamento de Direito, para que possam responder prontamente em tribunal perante provas legais, e com o Departamento de Geologia, uma vez que "os geólogos são aqueles que melhor conhecem os materiais que nos rodeiam", refere Fernando Noronha, professor do Departamento de Geologia.

FONTE: Jornal Público (on-line)

domingo, abril 10, 2005

Licenciados da FEP são os mais procurados pelas empresas

Um terço das empresas multinacionais sediadas em Portugal dá preferência aos licenciados da Faculdade de Economia do Porto (FEP), aquando da contratação de novo pessoal.
A conclusão chega de um estudo realizado pela empresa FEP Júnior Consulting com uma amostra de 46 unidades empresariais, no âmbito da feira “Porto de Emprego” e segundo o qual, empresas como a Sonae, Vodafone, Barclays, Carrefour, BES, entre outras, destacam a boa preparação académica, a persistência, os conhecimentos técnicos, a capacidade de aprendizagem e espírito ganhador dos alunos da FEP, que beneficiam também do prestígio da faculdade.
No entanto, e embora 70% das empresas tenha colaboradores com percurso académico escrito na FEP, estes alunos continuam a ser acusados de fraca adequação ao mundo do trabalho e de deficiente formação prática, o que os pode relegar para segundo plano de preferências, quando em comparação directa com a Universidade Católica (eleita em segundo lugar, por 19,4% das empresas).
As características negativas apontadas a estes alunos são: a falta de componente prática, a falta de adaptação ao mundo do trabalho, a falta de trabalho em equipa, o 'gap' entre o mundo académico e o mercado de trabalho, a ausência de maturidade e autonomia e o fraco domínio de Inglês e de Informática.
Desta forma, para a maior parte das empresas, a média não será o factor mais importante na selecção de candidatos, mas a experiência profissional, o prestígio da universidade frequentada, os estágios curriculares e actividades extra-curriculares, as qualidades pessoais dos licenciados e a forma como decorre a entrevista.
Embora algumas empresas refiram que existe uma época específica para a contratação de novos elementos, muitas valorizam as candidaturas espontâneas.

Fonte: Jornal de Notícias (on-line)

Helsínquia recusa alunos do Porto

Uma Universidade Finlandesa cortou relações institucionais com a UP - Universidade do Porto -, recusando receber mais alunos ao abrigo do programa de eramus, com base num alegado caso de cábulas por parte de um aluno português.
Numa entrevista ao Público, António (nome fictício) explica que, durante um exame, lhe foi pedido para mostrar o seu dicionário de português/inglês, no qual se encontravam alguns apontamentos que este tinha feito enquanto estudava para a prova, mas que, segundo o aluno, não seriam suficientes para responder ao exame.
Embora o vigilante da prova tivesse prometido que devolvia o dicionário assim que acabasse o exame, a verdade é que não o fez e quando António tentou saber porquê o vigilante explicou que teria de o mostrar ao assistente da disciplina, o que o fez pensar que, provavelmente, seria acusado de copiar no exame.
O aluno em questão tentou entrar em contacto com o assistente da disciplina via “e-mail”, disponibilizando-se para esclarecer a situação, mas como resposta obteve apenas que "o caso iria seguir os procedimentos normais". O resultado desses procedimentos foi o impedimento de fazer a cadeira nos seis meses seguintes e a notificação que a universidade de Helsínquia não aceitaria mais alunos da UP, devido ao mau comportamento do aluno durante o exame.
A indignação deste aluno prende-se, não só com a falsa acusação, mas também com a impossibilidade de se defender, pelo que já pediu à Universidade Finlandesa a reabertura do caso. Por sua vez, Francisco Ribeiro da Silva, vice-reitor e provedor do estudante da UP, faz questão de sublinhar que António "é um excelente aluno" e que "foi condenado apenas com base num hipotético processo de intenções".
O provedor do estudante, considera ainda que o caso talvez não seja tão grave de forma a levar a um corte de relações que a UP tenciona reatar.

Fonte: Jornal Público (on-line)

quarta-feira, abril 06, 2005

Apresentação do livro "Nos bastidores de Hollywood" de Mário Augusto

.

terça-feira, março 15, 2005

Propinas a subir... alunos a descer

O aumento das propinas na Universidade do Minho trouxe como consequência o afastamento de cerca de 600 alunos. Esta informação foi dada pelo próprio reitor, Guimarães Rodrigues, na cerimónia comemorativa do 31º aniversário da instituição.

O número de estudantes que decidiu cessar o ensino superior por causa do aumento das propinas, parece ter deixado os presentes surpreendidos. Na cerimónia comemorativa de mais um aniversário da Universidade do Minho, o reitor apresentou as contas da instituição e referiu o seu descontentamento perante tal situação.
Guimarães Rodrigues salienta a existência de uma “discriminação negativa” (citado pela fonte), devido à insuficiência de apoio por parte do Estado, principalmente a nível económico, numa região particularmente marcada pelo desemprego.

Apesar de o aumento das propinas assegurar a manutenção e funcionamento da instituição, essa decisão provocou muitos danos na UM. Perante a redução do orçamento de Estado no que diz respeito ao investimento no ensino superior, segundo a reitoria, esta terá sido a melhor forma encontrada para resolver tal situação.

Fonte: http://jornal.publico.pt/publico/2005/02/18/Sociedade/S22.html

quarta-feira, março 02, 2005

Destino: Espanha!

No passado ano lectivo, de 2003/2004,registou-se um aumento significativo de alunos que tentam a sua sorte em instituições estrangeiras da Europa, ao abrigo do programa comunitário de “Erasmus”, sendo que as universidades espanholas são aquelas que mais estudantes de fora atraem: 22.530, num total de 135.585.

O comissário europeu da Educação, Ján Figel, afirmou ser o principal objectivo da Comissão "encorajar a mobilidade", de forma a “atingir um total de três milhões de estudantes 'Erasmus' em 2011 e uma movimentação anual de 300 mil alunos”.
No entanto, o aumento de mobilidade não se registou apenas entre os alunos. O corpo docente parece aderir, de forma positiva, a este programa de intercâmbio, dado que, em 2003/2004, 18.500 professores deram aulas em universidades de algum dos 30 países participantes, sendo que, mais uma vez, a Espanha foi um dos destinos preferidos. No que diz respeito a esta mobilidade, a Comissão destaca, ainda, o aumento de docentes nos estados-membros da Letónia, Bulgária, Lituânia e Portugal, que, em 2003/2004, acolheu 804 docentes estrangeiros.
Relativamente ao saldo português de intercâmbios, podemos dizer que, no ano lectivo que passou, foi positivo, uma vez que acolheu 3.500 estudantes, na sua maioria espanhóis e italianos, e “enviou” cerca de 3.800 para países como Espanha, França, Alemanha, Reino Unida e Itália.
As áreas preferidas são Gestão e Línguas, entre os alunos, e Educação, Formação de professores, Matemática e Informática, entre os professores.

Fonte: Jornal Público (on-line)

sábado, fevereiro 26, 2005

Curso de Comunicação Social da U.M com bons níveis de emprego

No passado dia 23 de Fevereiro, a Universidade do Minho em Braga, abriu portas à discussão acerca do futuro profissional dos licenciados em Comunicação Social, trazendo novas esperanças a nível de emprego.

Perante uma sala cheia de espectadores, estiveram presentes como delineadores do debate, vários nomes sonantes dos média.
Joaquim Fidalgo, provedor do jornal “Público” e docente da U.M, evidenciou que o problema do desemprego afecta todas as áreas profissionais, deixando claro que o futuro estará nas mãos dos “novos” media.
Lembrou também a importância dos meios de comunicação regionais, a sua dinâmica e aposta futura, sendo esta uma boa escola para iniciar uma carreira profissional.
O docente referiu ainda outras áreas adjacentes a este curso, como é o caso das relações públicas e da assessoria, prestando novos serviços, dinamizando o mercado empresarial.

Luís Santos, também docente do Departamento de Ciências e Comunicação, pronunciou-se dentro da mesma linha, deixando uma mensagem de esperança, mas que deve ser entendida dentro de um estudo e esforço contínuo, onde a cultura geral deve ser estimulada, assim como os projectos individuais.

Neste encontro participaram ainda o jornalista do jornal “Público”, Eduardo Madureira, e o “pivot” da RTP, João Fernando Ramos. Ambos deram o seu testemunho, falaram do caminho que percorreram para alcançar o lugar que ocupam actualmente, apontando dificuldades e aliciando novos desafios.

Durante a conferência, a directora do curso de Comunicação Social (C.S) também se pronunciou, revelando que nos anos de 1999 e 2003 a taxa de emprego dos alunos de C.S era de 95%, num espaço de um ano após terem terminado o curso, sendo que, cerca de 85% estavam a trabalhar dentro da sua área de formação.

Fonte http://www.diariodominho.pt/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=20928